Às duas da madrugada, não sei se o susto maior é o da pequenina aranha, ainda adolescente, dessas que se achatam e chispam quando a luz se acende. Três horas e tudo bem! Não foi um pássaro nem um avião e muito menos o super-homem: somente o vento e o tempo passando implacável no reflexo na vidraça. Quatro da manhã. Insone alma penada seguindo na angustiante ronda entre o micro, a tv e a geladeira, velando sonhos, roncos e ressonares, em meu modestíssimo Canterville.
---2007© Franklin Magalhaes-------------------------------------- |
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