A GRAVURA BRASILEIRA OPORTUNIDADE IMPERDÍVEL DE CONHECER MELHOR Estão em destaque neste momento, no CCBB
Rio de Janeiro, duas importantes e imperdíveis exposições. A primeira, como
descrito a seguir, em texto transcrito do site oficial do próprio CCBB, é a iniciativa
ocorrida no início dos anos 70, onde uma instituição como o Banco do Brasil, que ao
pensar o formato para o seu relatório anual, convidou vários artistas gravadores para
que fizessem as ilustrações da referida publicação, associando assim a sua marca à
produção artística, que então vivia um processo de cerceamento violento. Vale lembrar
que vivíamos naquele momento o auge da censura. Como exemplo, relembro que dois anos
antes Lívio Abramo, um dos fundadores da moderna gravura brasileira, já citado aqui em
outro artigo, havia se exilado no Paraguai perseguido pela ditadura militar. Hoje, com o
olhar e o distanciamento necessário para uma avaliação mais profunda, constatamos que
esta iniciativa do BB resultou em um marco para a história da gravura brasileira. Recomendo a visita e a reflexão, entendendo e situando a iniciativa ao momento e
à situação da época, A segunda exposição, também no CCBB, traça um painel da trajetória da
gravura, desde seus primórdios até os dias atuais, historiando um período de seis
séculos, trazendo e mostrando matrizes, prensas e gravuras de um período, onde o
gravador era apenas o artesão ilustrador, até os conceitos mais modernos e recentes de
arte, de várias escolas, tendências e nacionalidades. Aproveitem e façam uma pequena viagem no tempo e na história das artes no
Brasil e no mundo. Bom proveito. Seguem os dois textos de apresentação, do site oficial do CCBB. Numa iniciativa pioneira de 1972, o Banco do Brasil inovou ao publicar o
relatório anual com um formato editorial mais arrojado, com uma linguagem menos
hermética e com a introdução do design gráfico. Para ilustrá-lo, convidou os artistas
Anna Bella Geiger, Anna Letycia, Darel Valença Lins, Edith Behring, Fayga Ostrower,
Iberê Camargo, Isabel Pons, Marcelo Grassman, Maria Bonomi, Newton Cavalcanti e Ubi Bava,
cujos trabalhos originais integram essa exposição. A trajetória brilhante dos
gravadores confirma o caráter visionário da iniciativa do Banco, há muito voltado para
a produção e difusão da cultura de qualidade. Foyer Provenientes de acervos holandeses e coleções públicas e privadas do
Brasil, a exposição é composta por mais de 260 obras de artistas como Albrecht
Dürer, Jacques Callot, Rembrandt, Piranesi, Goya, Toulouse-Lautrec, Gauguin, Picasso,
Morandi, Paul Klee, Matisse, Kandisnky, Tapiès, Max Bill, Andy Warhol, Soto, Goeldi,
Lasar Segall, Lívio Abramo, Farnese de Andrade, Lygia Pape, Renina Katz, entre outros. Os
segmentos As Origens da Gravura, Expressionismo, Abstração e o Pop e a Nova Figuração
oferecem ao público um panorama da história da gravura, desde sua origem até os dias
atuais, através do trabalho de artistas de diversas nacionalidades e diferentes períodos
dentro de seis séculos. 2º
andar http://www.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr2/rj/DetalheEvento.jsp?Evento.codigo=31969&cod=3 Edgar Macedo e-mail: edgarmacedo@discreteview.com |
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