Royalty Free Music and Sound Effects Download agora as músicas e efeitos sonoros que você precisa para seu projeto multimídia em Partners In Rhyme. RESENHA DE FILMES
Se este filme está longe de ser o mais badalado de Denzel Washington (já detentor de dois prêmios OSCAR e acostumado a participar de grandes produções tais como "Dia de Treinamento", "Dèjavú", e tantas outras), indubitavelmente é o de melhor roteiro, com uma atmosfera sufocante que faz de personagens coadjuvantes aparentemente sem importância serem o grande mote em torno do personagem principal. Matthias Lee Whitlock (Washington) é o chefe de polícia de Baynon Key, pequeno balneário no estado da Flórida, próximo a Miami, onde, no meio do marasmo local, ademais pelo fato de estar em processo litigioso com a ex-esposa (Eva Mendes), acaba envolvendo-se amorosamente com uma colega dos tempos de escola, então casada com um policial tendenciosamente violento para assuntos domésticos. Ao descobrir que a amante tem um câncer terminal, chefe Whitlock resolve dar-lhe o dinheiro de uma apreensão dos federais que está sob sua custódia, mas sequer imagina que aí estará se envolvendo num emaranhado diabólico, uma vez que é colocado como herdeiro de uma apólice de seguros no valor de U$ 1.000.000 em nome dela, que é assassinada junto ao marido. Não bastasse tal problema o caso passa a ser investigado pela "quase ex-esposa", que é a mais nova detetive promovida do local; além do fato de que os federais vêm em busca do dinheiro anteriormente apreendido, já que precisarão usá-lo como prova no julgamento que irá condenar um mafioso. Com tudo conspirando contra, o chefe de polícia começa então a lutar contra o tempo para livrar-se de uma situação aparentemente irreversível, já que as evidências o incriminam em crimes de furto de dinheiro apreendido e duplo homicídio qualificado. Washington é daqueles atores, como Harrison Ford, por exemplo, que não aceita qualquer tipo de roteiro, mas que neste caso aqui teve imensa certeza em aceitar, já que se nota que a produção não quis alçar vôos mais altos ante a Academia, limitando-se a criar um veículo de entretenimento inicialmente simplório, mas cuja trama traz extrema apreensão com níveis consideráveis de adrenalina. Há algumas seqüências muito boas como as que Withlock está literalmente por um triz para ser descoberto. Ótima diversão. POLICIAL ÓTIMO
William Thacker (Grant, de 4 Casamentos e 1 Funeral; Nove Meses, O Diário de Bridgete Jones 1 e 2, etc) é o simpático e tímido dono de uma livraria num subúrbio de Londres chamado Notting Hill, que levava uma vida simplória até se ver envolvido emocionalmente com uma badalada atriz de Hollywood, Anna Scott (Roberts, de Uma Linda Mulher; Onze Homens e Um Segredo; Erin Brockovich, etc), com um tom ainda mais surrealista por ter partido dela tanto o interesse quanto a investida. O que seria sinônimo de inverossimilhança tornou-se numa fascinante trama paradoxal dada a simplicidade com que os fatos ocorrem em relação à complexidade envolvida num relacionamento de um simples desconhecido com uma pessoa coberta de holofotes e aparentemente incomum, conquistando assim toda uma excelência através das atuações arrebatadoras dos dois protagonistas, que têm aqui, talvez, os seus melhores desempenhos, realmente dignos das indicações para o Globo de Ouro que receberam assim como o filme, que consegue ser romântico sem ser piegas por tratar com lucidez de uma situação que até mesmo para a ficção poderia ter sido exagerada dada a maneira como a trama é conduzida. Outra grata surpresa é o misto da galhofa norte-americana com a elegância inglesa no que diz respeito às piadas, a nos trazerem momentos realmente engraçados se atentarmos ao personagem Spike, o psicótico e repugnante colega que divide a casa com Will. O que a princípio parecia mais uma água com açúcar caçadora de milhões de dólares através de estrelas de primeira grandeza do cinema, é, na verdade, um filme surpreendentemente humanista, que ainda revela o quão bom ator é o britânico Grant, mais conhecido pelo escândalo do encontro com uma prostituta dentro do seu carro em local público. A belíssima canção She, ajuda a embalara este belíssimo filme. COMÉDIA ÓTIMO
Alex Hitchens é "Hitch", um homem despojado que, a partir de uma decepção amorosa nos tempos da faculdade, resolve dar acessorias a homens que têm dificuldades em conquistar aquelas que eles julgam ser as mulheres de suas vidas; utilizando-se dos mais variados artifícios (dentro da lei) para que "os encontros" aconteçam. Enquanto é bastante requisitado por muitos, é tido como uma lenda urbana por tantos outros (principalmente pelas mulheres), até se envolver no caso de um contador bonachão que está perdidamente apaixonado por uma bela e rica celebridade da alta-roda de Nova Iorque. O problema é que nesse meio tempo ele se apaixona por uma jornalista de um tablóide para fofoqueiros que vive no encalço de Allegra Cole, a tal celebridade aparentemente inalcançável...menos para Hitch. Comédia com um tempero deliciosamente romântico no embalo de situações jocosas envolvendo os quatro personagens centrais, sendo que Smith quase teve o filme roubado pela ótima participação de James (o gordinho apaixonado), em momentos realmente hilários apesar de já esperados. Outro ponto interessante é que o "consultor" procura trazer o início da felicidade para casais que tentarão se ajustar, mas ele mesmo é um tanto descrente devido ao que ocorrera no passado, não querendo, com isso, que todos passem pelo que ele passou. E é justamente nesse paradoxo que aos poucos ele vai passando de cupido para vítima do dito cujo. O filme faz rir e mesmo as poucas situações adversas não são tão dramáticas assim, o que garante a sua proposta inicial de ser puro e de não causar uma mistura que muitas vezes trazem à tona a pieguice. COMÉDIA MUITO BOM
O ganhador do Globo de Ouro e já duplamente indicado ao OSCAR porém sem tê-lo conquistado, ainda - Phoenix (de Gladiador; de Sinais; de Johnny e June, etc), e o pouco expressivo Wahlberg (da versão recente de O Planeta dos Macacos; de Os Infiltrados, etc) formaram uma parceria perfeita desde que assinaram a produção desse envolvente thriller policial sobre a influência da máfia russa em pleno Brooklin (reconhecidamente violento bairro de Nova Iorque) no final da década de 80, quando, finalmente, estava por se dar encerrada a Guerra Fria entre as duas superpotências, já que a União Soviética viria a ruir logo depois. Bobby Green (Phoenix) é o gerente de uma das mais badaladas casas noturnas da Big Apple, a El Caribe, que é de propriedade de um mafioso russo que está em vias de receber um sobrinho que trará imensa quantidade de drogas numa transação que o permitirá expandir os negócios até se tornar, definitivamente, no dono das noites nova-iorquinas. Os problemas a alvejarem o despojado Green, totalmente à vontade na condição de testa-de-ferro do local, são os fatos de ele ser bastante ambicioso; de ser notoriamente apaixonado pela namorada (Mendes, que consegue ratificar seu talento em meio às suas beleza e sensualidade) ; e de, pior ainda, ser filho do chefe de polícia (o veteraníssimo Duval, ótimo como sempre) local e irmão do recém efetivado capitão (Wahlberg) , policiais estes que estão no encalço do traficante que está para chegar, trazendo com isto o seu inevitável envolvimento. O filme se concentra numa pouca variedade de locações e sabe lhe dar muito bem com este fato, onde as externas são raras e primordiais; e os diálogos são tão interessantes quanto as muito bem concatenadas seqüências de ação, fazendo-se então um somatório de qualidades que culmina com um desfecho um tanto esperado porém bem conduzido, apesar de pecar pela sucinta resolução após uma carga muito densa de sentimentos, de envolvimentos, etc. Curiosidade: Phoenix é porto-riquenho de nascimento e é irmão do saudoso River Phoenix, morto em 1993 por overdose de cocaína. POLICIAL MUITO BOM Everton de Souza e-mail: everton@discreteview.com |
|
Clique aqui para recomendar este site