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  OLHAR DISCRETO NA PSICOLOGIA

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     Olho em volta, vejo no jardim a grama crescida  que o jardineiro não cortou; vejo o lixo na calçada que o caminhão não recolheu; as folhas amareladas do outono, teimando em me lembrar que o verão não é para sempre... que nada é para sempre.
Sempre sugere nunca. Sempre dá medo; nunca, também.
Estou melancólica, pensando.
Acho que estou acreditando que o Armagedon, prometido no Apocalipse, já anda rondando a Terra. Aqui e ali se ouve falar em Nibiru
*, o astro fantasma que se aproxima da órbita da Terra e que já povoa a mente dos atentos, daqueles que procuram e acham.
As imensas geleiras derretendo, o mar invadindo os continentes, Nova York sumindo do mapa, Miami evaporando, cientistas fazendo previsões com data marcada.
Como viver tranquilo diante de tantas ameaças?
Será mesmo que está proximo o tempo em que não mais verei a grama crescida do meu jardim? E o jardineiro preguiçoso? E o lixo esquecido? E as folhas amarelas que sujam a minha calçada? E tantas outras coisas que me incomodam  mas me sugerem que eu estou viva nesse planeta? E a minha família? E os meus amigos? E o meu piano?
Minhas reflexões acerca da subjetividade do indivíduo e da expansão da consciência perdem o sentido, quando o que está presente é a dúvida do futuro.
A finitude da vida está por aí, silenciosa.
A psicanálise de Freud, os mecanismos de defesa do ego, a neurose, a psicose, a psicopatia, a responsabilidade de cada um pelas próprias escolhas são apenas capítulos de livros. De nada vale conhecê-los, quando o que está em jogo é a integridade do ser.
O que faço com tanta informação? O que faço comigo?

Deus há de me responder!

   Dayse Rizzo

  * Veja em: http://www.astrothon.com/Artigos/ArtigoIt0026

  Correspondência para esta páginal: dayserizzo@discreteview.com

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