Pelo
claro caminho em que caminho,
ouço o murmúrio de água corrente
serpeando entre pedras, docemente,
tecendo espumas em redemoinho.
Eu sinto
a aragem branda, redolente
de flores, oscular-me com carinho.
Pelo claro caminho em que caminho
ouço o murmúrio de água corrente.
Ouço o
doce cantar de passarinho,
que chega aos meus ouvidos suavemente,
e, por entre a ramagem florescente,
voejam borboletas de mansinho,
pelo claro caminho em que caminho.